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Camilo Castelo Branco
Alberto Sampaio
Sebastião de Carvalho

 

   
     

CAMILO CASTELO BRANCO
Romancista
[1825-1890]

   
     

Camilo Castelo Branco era amigo de António Vicente de Carvalho Leal e Souza, proprietário do Mosteiro de Landim no período de 1849 a 1875.

O escritor visitava, com alguma regularidade, a família do mosteiro e, não raras vezes, aí estanciava para repousar e escrever algumas páginas dos seus romances, dispondo de um quarto sempre preparado para o receber – o quarto de Camilo, como passou a ser designado desde esse tempo. Das suas estadias no mosteiro são conhecidas algumas histórias caricatas. Maria Henriqueta Leal Sampaio, neta de António Vicente, contava que, um dia, Camilo pediu ao amigo para o receber pois encontrando-se prestes a morrer, escolhera a sua casa para passar os derradeiros momentos de vida. A obsessão da morte que o trouxe até Landim, rapidamente seria esquecida. Bastaram alguns dias de descanso e de mesa farta para que o escritor se retirasse muito bem disposto ! Uma outra história com contornos diferentes ocorreu no ano de 1868, quando o proprietário do mosteiro ordenou a remoção de umas lápides tumulares da sacristia da Igreja de Landim para o claustro do mosteiro, afim de permitir a Camilo melhores condições para examinar as suas inscrições. Como resultado deste procedimento António Vicente viu-se confrontado com um processo judicial por crime de violação de sepulturas. As alegações do seu advogado de defesa para conseguir provar o não cometimento do crime, fundamentavam-se, sobretudo, na finalidade que levou ao acto de remover as ditas lápides, a de facultar material de trabalho ao romancista para escrever O Senhor do Paço de Ninães. O grande prestígio literário de Camilo Castelo Branco e a bem arquitectada argumentação da defesa, conduziram a um desfecho favorável a António Vicente, sendo ilibado de todas as acusações que sobre ele pendiam. Como forma de compensar o amigo por o ter envolvido nas malhas da justiça, o escritor escreveria esta pequena nota no seu romance: O antigo mosteiro é hoje a bela casa e quinta do meu amigo António Vicente de Carvalho Leal e Souza, herdeiro e sobrinho do último capitão-mor de Landim.

 

Camilo Castelo Branco

ALBERTO SAMPAIO
Historiador
[1841-1908]

   
     

Alberto Sampaio, membro destacado da famosa Geração de 70, distinguiu-se como um dos mais brilhantes historiadores do século XIX. A primeira relação com Landim surge quando iniciou a formação escolar no Colégio Correia de Abreu, situado na alameda do Mosteiro. A partir de 1868, ano do casamento de seu irmão José da Cunha Sampaio com a filha do então proprietário do Mosteiro, António Vicente de Carvalho Leal e Sousa, a pequena povoação do vale do Ave passou a fazer parte do seu percurso familiar. Nesse tempo já o historiador residia na Casa de Boamense, uma propriedade rural localizada na freguesia de Cabeçudos do concelho de Vila Nova de Famalicão, onde praticamente viveu toda a sua vida, entregue às investigações históricas e ao estudo experimental das práticas de agricultura e vitivinicultura. Numa das suas visitas ao Mosteiro conheceu, por intermédio de António Vicente, Camilo Castelo Branco. Os momentos de convívio que, por certo, desfrutaram nos antigos domínios dos crúzios, conduziram a uma relação muito próxima, preenchida, sobretudo, por assuntos de natureza literária, como se infere a partir das cartas que Camilo escreveu a Alberto Sampaio e pela colaboração deste na tradução da obra “Fair Lusitania” de C. C. Lady Jackson.

 

 
Alberto Sampaio

SEBASTIÃO DE CARVALHO
Poeta
[1869-1926]

   
     
Sebastião de Carvalho, poeta famalicense, foi director da revista literária Nova Alvorada, no período de 1894 a 1903, e colaborador em diversos periódicos e revistas literárias do Porto e de Vila Nova de Famalicão. Amigo da família de Landim desde longa data, através da relação que manteve, desde os tempos de Coimbra, com António Vicente Leal Sampaio, irmão da sua futura mulher, visitava com frequência o Mosteiro de Landim. Um ano antes do seu desaparecimento prematuro, casou com Maria Henriqueta Leal Sampaio, já nesse tempo proprietária do Mosteiro. Durante o curto período que viveu em Landim, Sebastião de Carvalho superintendeu as obras que, entretanto, se tinham iniciado nalgumas das dependências da Casa e geriu, com o apoio do seu cunhado, a exploração das propriedades. No único livro de poesia que publicou, Rosas da Minha Terra, figura o poema Na cerca do Mosteiro que dedicou a sua sogra, refundido da versão original que, inicialmente, se intitulava À Sombra de Árvores.

 
Sebastião de Carvalho
   
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