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Perguntas Frequentes
   

A comunidade monástica de Santa Maria de Landim era constituída, no ano da extinção do mosteiro, por 17 cónegos e 5 conversos. Tudo indica, apesar das novas dependências com que o mosteiro foi ampliado por altura da sua reconstrução no século XVI, que o número de membros da comunidade nunca terá sido muito diferente desta ordem de grandeza.

O primeiro prior do Mosteiro de Landim, segundo noticia Frei Nicolau de Santa Maria na Chronica da ordem dos Conegos Regrantes do patriarca de S. Agostinho, foi D. Pedro Rodrigues, de quem o cronista diz ser filho de Rodrigo Forjaz de Tastâmara e, portanto, irmão de Gonçalo Rodrigues da Palmeira, fundador do mosteiro. Apesar de não constar de nenhuma compilação genealógica conhecida o nome de Pedro Rodrigues como um dos filhos de Rodrigo Forjaz de Trâstamara e sabendo-se que alguns dos factos narrados pelo cronista não têm fundamento histórico, não é de excluir a hipótese do fundador, a seguir à doação do Couto da Palmeira, ter pretendido consolidar a sua influência no mosteiro através de um irmão de sangue. O priorado de D. Pedro Rodrigues ficou assinalado pela assinatura da confirmação de doação do referido couto ao Monasterio de Nandim, & Ordini Sancti Augustini, pelos filhos de Gonçalo Rodrigues, em Junho de 1177. Sucedeu-lhe D. Pedro Garcia, sobrinho do arcebispo de Braga D. Godinho, o prior que, após a sua morte, foi venerado como santo pelas populações de Landim e terras circunvizinhas.

No século XIII apenas se conhecem dois priores: D. Miguel, a quem D. Sancho I, em 1210, delegou a mediação do conflito que o opôs a D. Martinho Rodrigues, bispo do Porto e neto de Gonçalo Rodrigues da Palmeira, e D. Fernando Pires, visitador geral da Ordem, em 1228, por nomeação do cardeal de Santa Sabina, João de Abavila.

O nome de D. Martinho Domingues, prior do mosteiro entre o 1.º e o 2.º quartel do século XIV, aparece referido por D. Rodrigo da Cunha na sua Historia ecclesiastica dos arcebispos de Braga, e dos santos, e varões illustres que floresceram neste arcebispado , como tendo sido aquele em quem recaiu a escolha do arcebispo D. Gonçalo Pereira, trineto de Gonçalo Rodrigues da Palmeira, para proferir o sermão no Concílio Diocesano de Braga, em 1328. Na centúria de trezentos há ainda a assinalar o priorado de D. Francisco Miguel , de quem apenas se sabe que transitou de Landim para o Mosteiro de Santa Maria de Oliveira, onde também veio a ser investido prior no ano de 1356.

A D. Martinho Gonçalves Taveira, cujo início do priorado deverá ser anterior a 1423, sucedeu-lhe seu filho D. Fernão Martins Taveira, camareiro do duque de Bragança D. Afonso, o filho bastardo de D. João I. Desconhecem-se as razões que conduziram à resignação destes dois priores, embora no caso de D. Fernão Martins Taveira este possa ter sido compelido pelo arcebispo de Braga, D. Fernando da Guerra, por não professar a regra dos Cónegos Regrantes.

Pelo menos a partir de 1446 já D. Álvaro Afonso presidia aos destinos do mosteiro, um priorado que se estenderia por mais de três décadas.

 

Santo António vestido com o hábito de Cónego Regrante.
Pintura de André Gonçalves, séc XVIII, em Santa Cruz de Coimbra

 

 

 

 

 

No século XV, Landim passou a integrar a lista das instituições monásticas que se tornaram alvo de atribuição de comendas. D. Jorge da Costa, mais conhecido por Cardeal de Alpedrinha, terá sido, muito provavelmente, o primeiro comendatário do mosteiro. Em 1526, D. João III nomeou D. Miguel da Silva prior-perpétuo e comendatário do Mosteiro de Landim e abade comendatário do Mosteiro Beneditino de S. Tirso. O provimento destas comendas não terá passado de um gesto conciliatório com o Papa Clemente VII, pois o rei já tinha ordenado a cessação das funções de embaixador de Portugal junto da Santa Sé a D. Miguel da Silva e o seu imediato regresso ao reino, como forma de impedir que o Papa elevasse o prelado à dignidade de cardeal, em detrimento de um familiar seu. Impulsionador da introdução dos modelos arquitectónicos italianizantes no norte de Portugal, foi durante a permanência de D. Miguel da Silva como bispo de Viseu, que se iniciou no Mosteiro de Landim a sua mais profunda remodelação, como aliás atesta o Livro de Óbitos desta instituição ao designá-lo como seu comendatário e reedificador. Contudo, a pouca estima do rei pelo prelado continuou a manifestar-se. Para escapar às ameaças e perseguições movidas por D. João III, D. Miguel da Silva decidiu fugir, em 1540, para Itália, na esperança de encontrar junto do Papa Paulo III o acolhimento e a protecção que não tinha em Portugal, o que de facto se verificou, um ano depois, ao ser investido como Cardeal na Cúria Romana. No curto período que mediou entre a sua fuga e a emissão da carta régia em que D. João III o destituiu de todas as mercês, foi o seu sobrinho, D. António da Silva, abade do Mosteiro de Santo Tirso, que esteve na posse das comendas. Todavia, resultante das negociações entretanto mantidas entre D. João III e a Santa Sé, veio a ficar estabelecido que o novo comendatário de Landim seria o Cardeal Alexandre Farnésio, sobrinho do Papa Paulo III.

A era dos priores trienais iniciou-se em 1562, ano em que o Mosteiro de Landim se uniu à Congregação dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, sediada em Santa Cruz de Coimbra. À data da extinção do Mosteiro, ocorrida em 1770, era seu prior D. Agostinho de Nossa Senhora.

 
Pormenor do quadro de Cristo em Casa de Marta pintado por Grão Vasco (c. 1535), representando D. Miguel da Silva
   
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